Publicado por Lina Vieira on 31/01/2004 |
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Cerveja Antarctica: Além de nada acontecer e de não dizer nada com coisa nenhuma (”Eu só tomo a boa”), ainda dá o mole de revidar a campanha da Schin.
Guaraná Antarctica: Uma mulher com cara de neurótica e com péssima dicção não sabe o que vai pedir para comer. Mas quando a pergunta do garçom sobre a bebida “entra” (literalmente) em sua cabeça, ela pede um guaraná Antarctica. Surreal. Ainda bem que eles mesmos fizeram um filme depois zoando.
Mc Donald’s: “Amo muito tudo isso”. OK. Tudo lindo e maravilhoso. Muitíssimo bem feito. Mas a campanha serviria para qualquer coisa. Açougue do Zé? Amo muito tudo isso! Parque Xangai? Amo muito tudo isso! Governo do Estado da Bahia? Amo muito tudo isso! Só funciona pq é de uma marca gigantesca como o Mc Donald’s.
Barrinha União: Essa é sensacional. Só mostra a cara da Didi (MTV) fazendo caras e bocas e mostrando a barrinha. E um jingle chatíssimo que só repete dois versos: “Barrinha União… Ela é o máximo…” Imagina um filme de trinta segundos com toda essa variedade de imagens e profundidade de texto…
Publicado por Lina Vieira on 25/01/2004 |
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Acabei de tomar um banho demorado. Não sei o quanto; não olhei o relógio. Perdi a noção do tempo. Mas certamente foi bem longo. Daqueles que a gente sai com as pontinhas dos dedos enrugadas. Não, eu não fiquei me fazendo de princesa, com sabonetes especiais, óleos aromáticos ou sais de banho. Só precisava que a água fria levasse toda essa inquietação que sinto. Queria não usar a palavra impotência, mas ela define bem o momento. Sabe quando temos consciência de que algo vai acontecer, mas não temos como fazer nada a respeito? Pois é. É isso. Até que o banho me deixou mais calma. Mas acho que a água não levou tudo. Ainda. Restou a ansiedade. Uma ansiedade que não sei se é boa ou ruim.
(Pelo menos isso tem um ponto positivo: quando estou assim fico extremamente desbocada – o que é engraçado, vai? E falando muita m**da…)
Publicado por Lina Vieira on 24/01/2004 |
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Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde. Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Não é propriamente rosa que eu quero dizer.
(Clarice Lispector)
PS: Daqui a pouco vcs estarão fazendo um abaixo-assinado pelo excesso de Clarice Lispector no blog… (Mas vou dizendo logo que não adiantará muito… rs…)
Publicado por Lina Vieira on 23/01/2004 |
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1. Eu não sei nadar.
2. Sim, eu pinto o cabelo.
3. Quando tinha três anos, rolei um lance inteiro de escada abaixo. (Deve ser por isso que sou meio pancada.)
4. Eu faço compras no camelódromo da Uruguaiana.
5. Meu segundo dedo do pé é mais comprido que o dedão.
6. Eu já entrei no ônibus pelo lado errado. (E ninguém me avisou!)
7. Uma vez um assaltante não quis levar meu celular velhinho – é sério, aconteceu.
8. Quando estou com muito calor e/ou nervosa fico toda empolada.
9. Eu vejo documentários. (E gosto.)
10. Não sei a tabuada do nove. Aliás, acho que nenhuma.
Publicado por Lina Vieira on 20/01/2004 |
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Hoje o rádio-relógio me despertou com uma música que fez sentir um frio na barriga… Ou “borboletas no estômago”, como dizem os americanos. (Sempre achei mais poética essa expressão.) O céu estava claro, mas o dia fresco nem parecia ser de verão. Senti uma vontade irresistível de pintar as unhas e de comprar um perfume novo. (Cuidado comigo! rs…) Acho que estou pronta. De novo. Acho que estou feliz. Por nada.
O sol chegou
Esse é mais um dia pra tentar
Não tenha medo de nada
Nem perca mais essa chance
De ser você, de ter você
De saber de você
Quando mais precisa
Quem vai saber de mim
Não sei, nem mesmo eu sei
Aonde vai dar, o que vai dar
Eu não sei
(”Ter você”, de Daniel Carlomagno, na voz do Simoninha)