Publicado por Lina Vieira on 29/04/2004 |
Comente |
Não sei se vocês já repararam, mas nós, consumidores, cada vez mais estamos sendo enganados – ou, no mínimo, prejudicados – com uma economia porca nos mais diversos produtos e serviços. Eu fico indignada com isso! Já ando constantemente dura e ainda tenho que me deparar com coisas como estas:
Requeijão: Aviso aos distraídos: podem prestar mais atenção quando comprarem aquele requeijão de sempre. Até algumas das marcas mais famosas (como a Poços de Caldas) não são mais requeijão puro, e sim uma tal “especialidade láctea com requeijão”, ou algo assim. Fala sério. Depois disso, botar água no feijão não é nada.
Cartucho de impressora: Depois de chegarmos a um ponto onde já tinha cartucho custando o mesmo que muita impressora por aí, os fabricantes resolveram abaixar o preço… diminuindo a quantidade de tinta!!! Assim até eu, né? Não precisava ser nenhum gênio das finanças…
Ingresso para show, cinema, teatro etc.: Depois de muito cu doce pra aceitarem qualquer carteira de estudante (emitidas pelas próprias instituições de ensino) na meia entrada, finalmente acataram a lei. Mas antes, claro, trataram de aumentar significativamente os valores dos ingressos. Ou seja, quem é estudante paga o mesmo que antes; e quem não é, está f***do.
Absorvente: Desde que eu me entendo por gente, todas as marcas de absorventes íntimos vinham com dez unidades. Agora isso é raro. A esmagadora maioria vem só com oito. PQP!!! Agora temos que economizar até na menstruação?!? Tipo: fecha as pernas que o absorvente acabou. Agora só mês que vem. Ninguém, eu disse NINGUÉM merece!!!
Publicado por Lina Vieira on 26/04/2004 |
Comente |
Parece que finalmente o verão foi embora de verdade. Hoje o dia aqui no Rio estava fresco, quase friozinho. Sabe aqueles dias em que você acorda e parece que ainda é noite? O sol nem sonhou em dar as caras. Mas até que eu gostei. É tempo de tirar as pantufas do armário. E de tomar um bom chocolate quente. Quer dizer, seria, se eu gostasse de chocolate quente. Por incrível que pareça, nunca fui chocólatra. OK, eu gosto de um chocolatezinho de vez em quando. Mas não sou do tipo de pessoa que daria o mundo por um bombom.
Talvez por isso, desde a minha infância, sempre que o tempo esfria, eu sonho com uma boa caneca de leite queimado. Calma, calma… Pra quem nunca ouviu falar disso, a seguir… meu momento Ana Maria Braga:
Leite Queimado
Pegue uma panela pequena ou leiteira e ponha um pouco de açúcar. Leve ao fogo até que o açúcar derreta e caramelize, como se estivesse preparando uma calda de pudim. Ponha o leite e deixe ferver até que o açúcar (que vai ter endurecido ao contato com o leite frio) derreta novamente. Acrescente canela a gosto e uma pitada de sal, para que não fique enjoativo.
(Obs: Não me peçam quantidades exatas, pq eu só sei de olho.)
Pronto! Sirva em uma daquelas canecas grandes ridículas, com alguma mensagem de amor ou ilustração de algum personagem de desenho animado. Calce as pantufas. Vá para a frente da TV e assista a algum filme bobo, de preferência da Sessão da Tarde. E chore no final.
É… O verão foi mesmo embora…
Publicado por Lina Vieira on 23/04/2004 |
Comente |
Hoje eu quero tudo. Quero estar em todos os lugares. Quero música no volume máximo. Quero um mega sanduba com tudo dentro. Quero Channel nº 5. Quero todos os meus amigos. Quero falar tudo que nunca passou da garganta. Quero matar mosca com bala de canhão. Quero acordar ao meio-dia. Quero correr até perder o fôlego. Quero beijar até os lábios ficarem dormentes. Quero levar todas as estrelas do céu na minha bolsa. Quero você.
Publicado por Lina Vieira on 19/04/2004 |
Comente |
Sim, ainda estou aqui. Mas finja que não me viu. E não conte a ninguém.
Eu quero ir embora. Mas não consigo.
(Acho que essa felicidade quase triste já faz parte de mim.)
Me ensine a dizer adeus.
Me ensine a viver.
Me ensine a SER.
Publicado por Lina Vieira on 13/04/2004 |
Comente |
Não gosto de dias cinzas
Quero dias cor-de-rosa
Dias azuis
Dias coloridos
Quero luzes
Quero arco-íris
Quero você
(Quer ser meu prisma?)
***
Mas, hoje, o meu prisma foi uma palavra. (Nunca subestimem o poder das palavras.)