Arquivo de fevereiro, 2006

Os batedores de carteiras

(Ou: momento novela das oito)

Preocupada com a reputação das burraldas que têm falado muito sobre a burrice (ou não) de ser a outra, resolvi mostrar que nós também (e principalmente) estamos do outro lado e voltar ao tópico primitivo deste site: ser chifrada.

Quem assistiu “Belíssima” esta semana sabe do que estou falando. Quem não viu (né, Id?) também vai compreender rapidamente aonde quero chegar.

Resumo rápido dos fatos: “Zúlia” (Júlia), chega em casa depois de uma viagem rápida e pega André (marido-cínico-bonitão-pilantra-falso-escroto-sorriso-de-monalisa-filho-da-puta-tá-bom-chega) com Érica, sua filha, na (sua) cama num soninho “gotoso” pós-coito.

Júlia parte pra cima da filha, esbofeteando-a:
– Sua piranha!

E de André, também enfiando a mão na cara dele
– Seu canalha, falso!
– Saiam os dois daqui! Saiam do MEU quarto, da MINHA casa, seus traidores!!!

Mas depois dessa breve demonstração de coragem, burralda Júlia, a quem vários amigos e familiares já haviam tentado – em vão – alertar sobre o caráter duvidoso do maridinho, cai num choro copioso e desesperado, enquanto grita com as forças que lhe restam:

– Burra! Burra! Burra! Buuuuurra! Como fui burra!

(Ahá! Olha o nosso “merchand” em horário nobre mais uma vez! :-P )

Mas que a traída (ou traído, não compliquem) é burra todo mundo já sabe e concorda. Seja por realmente ter sido cega diante da realidade que esfregavam em seu nariz, seja apenas pela sensação de burrice que bate no momento da descoberta, mesmo que o traidor tenha sido muito “ixperto” e nunca tenha dado o mole de deixar pistas.

A grande questão aí é a dor desse momento do flagrante. Pior que torcer o joelho, pior que quebrar o pé, pior que cólica menstrual sem analgésico. Até chute no saco deve doer menos. Estou comparando dessa maneira porque a dor de VER a pessoa que você ama te traindo assim, sem aviso prévio ou anestesia, extrapola o nível sentimental e chega a ser física. Em nenhuma outra circunstância aquele ditado do tempo da minha avó que diz que “aquilo que os olhos não vêm o coração não sente” se encaixa tão bem.

A gente devia ser informada de que é corna somente por telefone, fax ou e-mail (sem fotos). Sem qualquer contato visual. Sem escândalos em público. Sem cenas de novela.

A propósito, voltemos ao folhetim global. Depois do barraco, a personagem da Cláudia Abreu (não assisto TANTO a essa novela… rs…) vai conversar com Júlia. E o texto da cena foi belíssimo – sem querer fazer trocadilho. Ela consola a amiga dizendo que pessoas que fazem maldades desse nível, que traem, que enganam, são apenas como ladrões. Elas podem até te esvaziar a carteira sem que você saiba. Você sofre ao descobrir. Fica com raiva. Mas vai trabalhar duro, vai encher novamente a carteira e, quando se der conta, sequer vai lembrar que foi assaltada. Ele? Continuará sendo para sempre apenas um batedor de carteiras.

Tudo lindo na teoria. Será que é assim também na prática? Será que demora muito? Um dia descubro. Por enquanto, ainda não funcionou comigo. E olha que eu sou uma pessoa TÃO tonta, que não consigo guardar esse tipo de rancor por muito tempo e, depois do delito, rapidamente acabo perdoando o meliante. Mas acredite, a dor permanece comigo. Todas permanecem. Umas maiores, outras menores. Por mais que eu tenha minha carteira novamente recheada. Mesmo que eu ganhe na Mega Sena. Ainda serei pobre sem AQUELA moedinha de estimação.

Antes que eu fique melancólica demais, vamos finalizar zoando esta porra com uma enquete básica:

Qual será o grau de burrice da burralda Júlia da novela das oito? Qual será o grau de lábia e de filhadaputisse de André? Será que ele vai continuar tentando convencê-la de que “não foi nada disso que você tá pensando” e de que “isso não significou nada pra mim, eu ainda amo você”? Será quanto tempo ela resiste? Será que ela volta?

Enfim, nossa amiga Júlia terá opções a sua frente. Ela terá a opção de decidir/constatar se é uma burra ou se é uma ignorante. Porque ser burro é humano. Mas insistir na burrice? Ah, vai se fuder! (No mal sentido.)

Jujumenta

Fundamental?

Imagine uma atriz global, linda, jovem e famosa. Dessas que fazem o estilo novela-das-oito-playboy-ilha-de-Caras. Agora imagine o marido dela. Que cara sortudo, não? O cara deve babar por ela, fazer tudo o que ela quiser e morrer de ciúmes de qualquer um que se chegue a menos de dois quilômetros da moça… Deve achar que ganhou na Mega Sena e deve até andar com aquele arreio de burro porque nunca vai precisar olhar pros lados procurando uma mulher mais interessante. Pennnnnnnnn! Errado! Que o Nelson Rubens não me ouça, mas eu conheço um caso assim. E o sujeito me faz o favor de pegar outra.

Pegou e gostou tanto, que passou a correr atrás dessa mulher. Como eles não haviam sequer trocado telefones, o dito cujo passou a seguir as únicas pistas que tinha. Ele só sabia que ela morava num bairro “chique” do Rio de Janeiro, atrás de uma padaria badalada, da qual era cliente assídua.

(Parêntese: só não me perguntem como, nesse único e breve momento de prazer ela comentou logo isso com ele… Só consigo imaginar uma possibilidade… Tipo assim: Ahhhhh… Hummm… Não pára! Não pára! Ai, gostosão, o seu tá mais quentinho do que o pão da Manoel’s Padaria, que fica na frente lá de casa!!! Fecha parêntese.)

Bom, o fato é que o digníssimo esposo da globete-gostosa não viu outra solução a não ser ir até a padaria. Chamou o gerente. Descreveu a mulher, disse que era vizinha deles e sempre comprava ali. Pediu que entregasse à mulher seu telefone, deixando seu cartão com o senhor, que, claro, ficou espantado com aquela cena surreal. Isso sem contar as vezes que o fofo passeava pela redondeza na esperança de reencontrá-la.

Mas quem, e, principalmente, COMO será essa “deusa” capaz de desbancar a moça famosa, capa de revista e (razoavelmente) endinheirada???

Eu respondo: uma coroa com seus quarenta e muitos anos. E o pior: feia. Terrivelmente feia. Fiquei bege e ainda não voltei à cor normal da pele até agora. Inacreditável!!! A tia deve ter a xonga de ouro, não é possível! Hehehehe…

Agora, falando sério. Eu não sou uma pessoa preconceituosa e realmente acredito que nosso “herói” realmente se encantou com a mulher velha, feia e menos endinheirada. E não há nada de mal nisso, muito pelo contrário. (A não ser o fato dele ter traído a esposa, mas nem vou entrar nessa questão porque acho que temos falado demais no tema… Ou daqui a pouco teremos que trocar o símbolo do MB de orelhinhas para chifres! rs… rs…)

Das pessoas que souberam dessa história, todos só comentam a suposta burrice do cara, que ele fez uma troca absurda e tal. Não sei se é viver com as orelhas de jumenta nas nuvens, mas só consegui pensar no bom e velho ditado que diz que o amor é cego.

Vinicius que me perdoe, mas beleza não é fundamental mesmo. Deve existir alguma química, algo sobrenatural, carnal, espiritual ou o raio que o parta, que faz com que uma pessoa olhe pra outra e pense “eu quero você”. É verdade que olhos lindos, um abdômen-taquinho e uma bundinha boa sempre acrescentam pontos, mas não é isso, não é SÓ isso. Se fosse assim, só as pessoas lindas e maravilhosas iriam se gostar e – vamos encurtar o papo – se reproduzir. Aí, por uma questão de seleção natural, simplesmente o Tiririca e a Marlene Mattos não existiriam.

Tá, vou parar de falar merda. Mas não tem jeito, o amor é cego mesmo. E eu acrescento: o amor, a paixão, o carinho, o tesão, o fogo na biolha… Todos eles precisam de cão-guia e lêem em braile. Ou melhor, não devem nem saber ler, porque além de cegos, com certeza são burros. (Eu não estou só.)

PS: O título do post ia ser “Fundamental, o caralho!”, mas achei muito agressivo para uma burralda educada como eu. :-o

PS2: Esta história não é ficção. Qualquer semelhança com pessoas e fatos reais não terá sido mera coincidência. Mas só dou nome aos bois se o TV Fama me pagar algum, que eu não tô a fim de fazer fofoca dos outros de graça. :-P

Jujumenta