Arquivo de dezembro, 2008

A outra

Jujumenta informa em edição extraORDINÁRIA. (Musiquinha do plantão da Globo…) Atenção, querida burralda! Se até hoje você não teve a desventura de descobrir que sua cara-metade tinha outra, prepare-se, pois mais cedo ou mais tarde isso irá acontecer. Isso quando você não descobre que você mesma é a outra! (Sim, porque a outra também pode ser tão inocente quanto a oficial.)

Tendo como inevitável a tendência dos homens à poligamia, eis algumas dicas de como saber que seu amor tem outra:

Calendário. Se você é a oficial, ele só sai com você no fim de semana, pois trabalha muuuuito durante a semana. E se você é a oficiosa, ele só sai com você durante a semana, pois no final de semana ele simplesmente desaparece… Nunca sai durante a semana e no final de semana, é um OU outro.

Inconstante. Uma hora ele está todo amoroso. No dia seguinte, frio e distante.

Cócegas. Ele fica com pavor de que você se aproxime do pescoço dele, com medo de deixar marcas roxas.

Celular I. Se você for a oficiosa, seu número nunca vai estar na agenda do celular dele. A desculpa que ele vai dar é que não precisou gravar lá, pois sabe o número de cabeça.

Celular II. Se você deixa um recado na caixa postal do tipo “vamos sair?”, ele te retorna e a primeira coisa que pergunta é “quem está falando?”

Celular III. Você liga e ele não atende. Na segunda tentativa, cai direto na caixa postal.

Celular IV. Quando ele está com você, o celular fica desligado.

Discreto. Insiste em te levar para lugares distantes de onde moram ou trabalham, para evitar que encontrem conhecidos.

Orkut. Observe mudanças repentinas no “relationship status” no perfil dele.

MSN. Às vezes, é o primeiro a falar com você, cheio de declarações e cheio de amor pra dar. Às vezes, desconecta assim que você fica online.

Esse foi só o começo. Só alguns exemplos de como você pode perceber que há algo de estranho no relacionamento. É só ficar atenta. E ficar atenta não significa ser maníaca-neurótica-ciumenta-possessiva-007. É só não bancar a idiota.

Mas, burralda que sou, acredito que ainda existam alguns raros exemplares do sexo masculino que não são adeptos à poligamia. Acho até que para facilitar a nossa vida, reduzindo marcas de expressão, gastrites nervosas e unhas roídas (manicure está uma fortuna!), deveríamos criar o SPMB – Serviço de Proteção à Mulé Burra –, onde poderíamos ter acesso a um cadastro de todos os caras que estão “sujos” na praça. Assim, já compraríamos o produto sabendo se tem garantia até a Copa de 2348 ou se tem algum defeito de fábrica, evitando grandes decepções. E decepções só nos fazem comer mais, dormir menos, e chorar ouvindo sertanejo. (Bleargh!) Senhor, livrai-nos deste mal. Amém.

 

PS: Desejo a todos nós um feliz 2009, com menos burradas e mais finais felizes. :-)

Você

Há pessoas que nos fazem bem. Há pessoas que nos apóiam. Há pessoas que nos ouvem. Há pessoas que nos fazem rir. Pessoas que nos confortam. Pessoas que nos respeitam. Há pessoas que nos fazem sentir queridos.

E há aquelas que nos fazem dançar sem sair do lugar…

Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar

(Cláudio Lins, “Cupido”)

Trair e coçar

Todo ser humano que perambula pela face da Terra e tem ou teve algum relacionamento amoroso é certo que já esteve alguma vez envolvido em uma traição, seja de um lado, seja de outro, seja só na desconfiança. Porque SEMPRE vai ter alguém que não resiste à grama (ou seria pasto?) verdinha do(a) vizinho(a), do(a) primo(a), do(a) amigo(a), do(a) colega de trabalho etc. etc., e acaba caindo na maRdita tentação.

Homens e mulheres caem nessa (até porque eu não tô aqui pra defender ninguém, muito pelo contrário), mas o que sempre observo é que os motivos para entrar nessa, digamos, empreitada, geralmente são diferentes.

Mulher trai basicamente por dois motivos:

O primeiro deles é porque se “apaixonou” por outro. Ela tava lá bem e feliz da vida (ou não) com seu atual, mas apareceu aquele deus grego, fofo e inteligente que a deixou caidinha. Numa dessas, mete os pés pelas mãos e se mete num triangulozinho básico.

O segundo é pelo motivo mais burráldico que existe: vingança. Se a mulher descobre que está sendo traída por seu parceiro, muitas vezes consegue a proeza de se fingir de morta e pagar na mesma moeda. Mesmo que não conte nunca ao namorado, mas apenas por uma malévola satisfação pessoal. Olho por olho, chifre por chifre, fica tudo em casa.

Já os homens quando traem são menos específicos e menos complicados: querem mesmo é variedade. Simples assim, sem motivos escusos ou planos mirabolantes. O negócio é que eles simplesmente não conseguem evitar a atração pelo sexo oposto. É aquele esquema: se usa saia tá valendo. Tudo culpa daquela cabeça de baixo que funciona mais do que a de cima.

Resumindo: mulheres traem porque pensam demais, homens traem porque pensam de menos.

No final das contas, não importa a razão. O resultado da cagada mal dada é que fatalmente alguém vai sair machucado nessa história. Por isso ainda prefiro o galinha assumido ao certinho que te bota chifre pelas costas. Porque traição, sob o meu ponto de vista, não é estar com outra pessoa, mas pegar outra e fingir que não. Traição não tem nada a ver com promiscuidade, e sim com falta de verdade.

Não é querer dar lição de moral de ninguém, cada um é dono do seu nariz, sabe das consequências dos seus atos e cada um sabe da sua verdade. Mas é tudo tão complicado que é melhor evitar essa dor de cabeça. Portanto, queridos, se bater aquela coceirinha pra pular a cerca, é melhor tacar logo um Vodol antes que vire ferida.