Jujumenta informa em edição extraORDINÁRIA. (Musiquinha do plantão da Globo…) Atenção, querida burralda! Se até hoje você não teve a desventura de descobrir que sua cara-metade tinha outra, prepare-se, pois mais cedo ou mais tarde isso irá acontecer. Isso quando você não descobre que você mesma é a outra! (Sim, porque a outra também pode ser tão inocente quanto a oficial.)
Tendo como inevitável a tendência dos homens à poligamia, eis algumas dicas de como saber que seu amor tem outra:
Calendário. Se você é a oficial, ele só sai com você no fim de semana, pois trabalha muuuuito durante a semana. E se você é a oficiosa, ele só sai com você durante a semana, pois no final de semana ele simplesmente desaparece… Nunca sai durante a semana e no final de semana, é um OU outro.
Inconstante. Uma hora ele está todo amoroso. No dia seguinte, frio e distante.
Cócegas. Ele fica com pavor de que você se aproxime do pescoço dele, com medo de deixar marcas roxas.
Celular I. Se você for a oficiosa, seu número nunca vai estar na agenda do celular dele. A desculpa que ele vai dar é que não precisou gravar lá, pois sabe o número de cabeça.
Celular II. Se você deixa um recado na caixa postal do tipo “vamos sair?”, ele te retorna e a primeira coisa que pergunta é “quem está falando?”
Celular III. Você liga e ele não atende. Na segunda tentativa, cai direto na caixa postal.
Celular IV. Quando ele está com você, o celular fica desligado.
Discreto. Insiste em te levar para lugares distantes de onde moram ou trabalham, para evitar que encontrem conhecidos.
Orkut. Observe mudanças repentinas no “relationship status” no perfil dele.
MSN. Às vezes, é o primeiro a falar com você, cheio de declarações e cheio de amor pra dar. Às vezes, desconecta assim que você fica online.
Esse foi só o começo. Só alguns exemplos de como você pode perceber que há algo de estranho no relacionamento. É só ficar atenta. E ficar atenta não significa ser maníaca-neurótica-ciumenta-possessiva-007. É só não bancar a idiota.
Mas, burralda que sou, acredito que ainda existam alguns raros exemplares do sexo masculino que não são adeptos à poligamia. Acho até que para facilitar a nossa vida, reduzindo marcas de expressão, gastrites nervosas e unhas roídas (manicure está uma fortuna!), deveríamos criar o SPMB – Serviço de Proteção à Mulé Burra –, onde poderíamos ter acesso a um cadastro de todos os caras que estão “sujos” na praça. Assim, já compraríamos o produto sabendo se tem garantia até a Copa de 2348 ou se tem algum defeito de fábrica, evitando grandes decepções. E decepções só nos fazem comer mais, dormir menos, e chorar ouvindo sertanejo. (Bleargh!) Senhor, livrai-nos deste mal. Amém.
PS: Desejo a todos nós um feliz 2009, com menos burradas e mais finais felizes.
