Ter um blog é legal. Agora, ter um site como o MB é legal e complicado. Já perdia conta das vezes em que passei por situações engraçadas, boas e ruins por ser uma Burralda. Algumas são tão absurdas, que resolvi contar para vocês.

A NOIVA

Eu, recém-chegada em uma grande empresa, super animada com o novo emprego. Projeto legal, pessoas bacanas, Juju feliz que nem pinto no lixo.

Na época, eu compartilhava a baia (e a linha telefônica) com um rapaz de outra consultoria. Todos os dias, religiosamente, sua noiva ligava e, 90% das vezes, eu atendia. Oi, Juju, aqui é a Noiva, tudo bem? Tudo bem… Noivo tá aí? Tá sim, vou passar pra ele, só um momento… Brigada, tchau. Sempre muito simpática e basicamente o mesmo texto.

Um dia, rolou um churrasco da empresa e Noivo levou a Noiva. Nos conhecemos, mas apenas de vista e meia dúzia de palavras. Alguns dias depois, ela liga novamente, como de costume, mas o texto já começou diferente: Oi, Juju, é a Noiva. Tudo bem?Tudo bem, vou passar pro Noivo… Não, não… Eu quero falar com você… Posso te fazer uma pergunta?

Pausa para três segundos de desespero. Como assim fazer uma pergunta? Ih, lá vem bomba, só pode. Do jeito que eu dou sorte, no mínimo deve achar que eu tô interessada no Noivo!

– Errr… Pode, claro…
– Você é uma das Burraldas?

(A vontade de rir – sem poder – foi tanta que eu quase engasguei.)

Depois deste dia, todo mundo do trabalho ficou sabendo da existência do site. Ou melhor, quase todo mundo. Todo mundo meeeeesmo, foi depois do Jô. Que por falar nisso, também rendeu outras histórias, inclusive burráldicas.

O EFEITO JÔ

Pois bem. Eu estava naquele momento me achando o supra-sumo do último biscoito do pacote importado: tava trabalhando com o que gostava (e ganhando bem), minha calça jeans um número menor tinha entrado, o site começou a bombar tanto que fomos convidadas para ir ao Jô AND o cara mais lindo-gostoso da face da terra estava me dando um mole FEDERAL.

Pois é. Logo eu, que adoro os esquisitos. Era algo totalmente novo pra mim, porque esse lindo me interessava! Era uma delícia aquela fase de paquera, de gracinhas, dicas sutis, olhares indecentes (ui!) e tremor nas pernas (porque eu sou uma Burralda tímida, né?).

O bichinho já tava quase-quase no ponto quando foi ao ar nossa entrevista. No dia seguinte, ele não olhou mais pra minha cara. Não falava no msn, não ligou. Estranho, muito estranho. As conversinhas animadas passaram a cordiais cumprimentos. Parecia que ele tava falando com a avó de um amigo. Passei bom tempo chupando o dedo e sofrendo da síndrome da burralda abandonada sem explicação. E aquilo tudo que esse lance prometia, nunca aconteceu.

Só mais tarde fui saber, por um conhecido em comum, que o lindo não sabia da existência do site até então e ficou assustado com aquilo tudo. Não assustado porque todo mundo tinha me visto na TV. O que o assustou foi o conteúdo do site. Diz que ele se sentiu um alvo em potencial (já que também descobri que ele era meio cafinha assumido) e deu pra trás. Como se, quando ele aprontasse algo, eu fosse correr pro site e contar tudo nos mínimos detalhes, incluindo nome completo, endereço, identidade, CPF e foto.

A decepção foi grande, mas foi melhor assim. Porque nesses cinco anos de MB, aprendi que se um homem tem implicância com o site, é porque tem culpa no cartório. Se não entende a nossa piada, é porque é burro (literalmente). E eu não quero nenhum desses dois tipos comigo.

*    *    *

A entrevista também surtiu outro efeito (contrário a esse), mas por hoje chega.

Qualquer dia conto mais, porque se deixar isso não tem fim!

  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • MySpace
  • Digg
  • Rec6
  • Live
  • StumbleUpon
  • YahooMyWeb
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Tumblr
  • Technorati
  • TwitThis

Nenhum post relacionado.