Os homens, em geral, têm uma certa dificuldade em aceitar bem o MB, porque acham que nós estamos aqui única exclusivamente para falar mal do sexo masculino, como vários sites e blogs por aí. O que eles não compreendem é que, ao contrário, o Mulé Burra é uma forma diferente de encarar a realidade no universo do relacionamento homem-mulher. Tem muito cafa por aí? Tem, sim. (E COMO TEM!) Mas nós é que somos burras e continuamos acreditando neles!

Puxando pra gente a responsabilidade de uma maneira bem humorada, queremos apenas rir dessas situações burráldicas indesejáveis e inevitáveis. Afinal, rir é sempre o melhor remédio para todos os males, não seria diferente com a burraldice sentimental. É lógico que vez ou outras vamos xingar os homens (somos humanas, apesar das orelhas de burrico), mas esse nunca foi o nosso foco. Ou seja, quando falamos que nenhum homem presta, estamos apenas generalizando para desabafar. É quase uma catarse emocional. Mas, no fundo, a raiva maior não é pelo fato dos cafas existirem, e, sim, pelo fato da gente acreditar neles. Quando um não quer, dois não “brigam”, certo?

Enfim, o que quero dizer é que o Mulé Burra não é um site contra os homens. (Muito menos contra as mulheres!) O MB é um site que fala da irracionalidade da paixão, e isso se aplica a todos os sexos e opções sexuais. Claro que abordamos o assunto sob a ótica feminina, pois somos quatro mulheres. A Mulé Burra (aka Burralda) é aquela pessoa capaz de se entregar cegamente aos efeitos do amor. Mas o homem, quando apaixonado, também fica burro, senhoras e senhores!

Daí vem a questão: assim como a Mulé Burra, existe o Homi Burro?

Sim, claro! E digo mais: ficam ainda mais burros que as mulheres. (Calma que eu explico.)

A burraldice masculina se manifesta de maneira diferente da burraldice feminina. A mulher tem uma tendência maior, quase que hormonal (deve ter algum estudo que comprova isso, mas estou com preguiça, então pergunta pro Google aí), a se apegar emocionalmente. Isso faz com que a burrice se manifeste mais rápida e frequentemente. E se a burrice (leia-se paixão) não rende um bom relacionamento, rapidamente a gente se recupera e tenta de novo e de novo e de novo. E a cada nova paixão é como se fosse tudo novo de novo. Todas as mágoas do passado são deletadas e substituídas pela esperança do final feliz.

Já o homem é mais retraído nesse sentido. O homem quer, fisicamente, zilhões de parceiras. Mas a burrice masculina é mais rara. Homens custam a amar. Muitos até se recusam a assumir, mas quando realmente se apaixonam, a casa cai.

Pense na maior burrice que você já fez por amor. Se você fosse homem, faria pior. Homem apaixonado é dramático, é exagerado. Já vi homem que só se apaixonou uma vez na vida, e não dando certo, foi a sua desgraça. Os mais saidinhos viram cafas incorrigíveis. Os mais retraídos, por vezes caem em depressão profunda (é sério, já vi acontecer).

Enquanto as mulheres emburrecem muito mais vezes ao longo da vida, os meninos não se entregam assim tão fácil. Mas quando crescem as orelhas, minhas amigas, saiam de baixo!

É tudo uma questão de quantidade X intensidade. E esse desequilíbrio de necessidades, creio eu, é fonte de vários dos nossos conflitos entre os sexos. Se nós pensarmos um pouquinho sobre isso e nos esforçássemos para, se não aceitar, ao menos compreender essas diferenças, nossa vida seria menos dramática. E se eles entendessem que nossas necessidades são diferentes, talvez a gente se encontrasse em um meio-termo – e existissem menos cafas por aí.

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