Lá pelos idos de 2004 surgiu um papo de “vamos criar um blog”. Quatro amigas no MSN (ou era ICQ?) e uma ideia. Que não imaginávamos que fosse mudar as nossas vidas. As amigas viraram burraldas. O blog virou site. O site virou livro.
Perdemos a conta das experiências maravilhosas que o MB nos proporcionou ao longo desses anos: as reuniões de pauta divertidíssimas, os encontros com os leitores, primeira entrevista, primeiro livro lançado, primeira tarde de autógrafos.
O crescimento profissional: aprendemos a ser webmaster, assessoras, empresárias, marketeiras, enfim, ser “o Roberto Marinho de nós mesmas”.
Isso sem falar no crescimento pessoal com a convivência entre nós, burraldas, e também com o contato e troca de experiências com tantas pessoas bacanas que fizeram do MB sua casa, compartilhando conosco suas histórias tristes e felizes, seus pensamentos, suas dúvidas, suas desilusões e seus sonhos.
Mas, como dizia Renato Russo, “o pra sempre sempre acaba” e o meu tempo de MB chegou ao fim.
(O que não significa que o MB está acabando! Aguardem mais um pouco que Bubu e Antinha continuam com pique total, e já voltam com um MB todo reformulado e cheio de novidades para vocês…)
Pois é, queridos, é hora de dar tchau. Mas, uma vez burralda, sempre burralda. E, como qualquer fim de relacionamento, a gente fica com as orelhas murchas. Indecisão, medo, coragem, saudade e liberdade. A gente sabe que deve partir, mas o coração burráldico torna a tarefa difícil quando envolve pessoas e projetos que amamos.
A liberdade é doce, mas a despedida é fel.

