Arquivo de fevereiro, 2010

Novos caminhos

Lá pelos idos de 2004 surgiu um papo de “vamos criar um blog”. Quatro amigas no MSN (ou era ICQ?) e uma ideia. Que não imaginávamos que fosse mudar as nossas vidas. As amigas viraram burraldas. O blog virou site. O site virou livro.

Perdemos a conta das experiências maravilhosas que o MB nos proporcionou ao longo desses anos: as reuniões de pauta divertidíssimas, os encontros com os leitores, primeira entrevista, primeiro livro lançado, primeira tarde de autógrafos.

O crescimento profissional: aprendemos a ser webmaster, assessoras, empresárias, marketeiras, enfim, ser “o Roberto Marinho de nós mesmas”.

Isso sem falar no crescimento pessoal com a convivência entre nós, burraldas, e também com o contato e troca de experiências com tantas pessoas bacanas que fizeram do MB sua casa, compartilhando conosco suas histórias tristes e felizes, seus pensamentos, suas dúvidas, suas desilusões e seus sonhos.

Mas, como dizia Renato Russo, “o pra sempre sempre acaba” e o meu tempo de MB chegou ao fim.

(O que não significa que o MB está acabando! Aguardem mais um pouco que Bubu e Antinha continuam com pique total, e já voltam com um MB todo reformulado e cheio de novidades para vocês…)

Pois é, queridos, é hora de dar tchau. Mas, uma vez burralda, sempre burralda. E, como qualquer fim de relacionamento, a gente fica com as orelhas murchas. Indecisão, medo, coragem, saudade e liberdade. A gente sabe que deve partir, mas o coração burráldico torna a tarefa difícil quando envolve pessoas e projetos que amamos.

A liberdade é doce, mas a despedida é fel.

Up in the air – Amor sem escalas

Quando calor e humores infernais nos rodeiam, nada melhor do que hibernar em uma sala de cinema estupidamente gelada, pagando meia e  tendo apenas um milk shake de Ovomaltine crocante como companhia.

Meu refúgio hoje foi Up in the air, mais conhecido como o novo do George Clooney com aquela menina chata de Crepúsculo (Anna Kendrick).

Up in the air

O filme narra a vida de um consultor que viaja pelos Estados Unidos demitindo funcionários de empresas em crise. Definitivamente, não é uma história de amor – mais uma das já manjadas propagandas enganosas nos títulos nacionais. Tampouco é uma comédia em seu sentido literal – nunca acreditem nas classificações.

É um filme leve, mas daqueles que te deixam com idéias na cabeça. Daqueles sem finais romântico-idealizados. Daqueles que te fazem pensar como o convívio social e  pode ser insuportável e/ou dispensável. Mas daqueles que te fazem pensar como o convívio social é imprescindível.

Pessoas são um saco, mas são maravilhosas.

* * *

A virtude está no meio.