
Ela comprou um perfume novo. Diferente de tudo que já havia usado. Aplicou a fragrância exageradamente, ultrapassando o limite do bom senso. Mas aquele outro perfume, que nem era dela, ainda povoava sua memória olfativa.
Ela colocou os fones de ouvido. A música no último volume, como era hábito. Mas aquela voz continuava lá. Inqueitante. Instigante. Insinuante. Repetindo palavras já ditas em um eco sem fim.
Ela fechou os olhos. Mas aquele sorriso ainda estava lá. Na sua frente. Na sua mente. Como um retrato involuntário. Como um desafio. Como um convite ao “sim”.
Nenhum post relacionado.







Comentários
Que lindo e triste!!!
Já me recuperei disso , agora so sinto meu perfume , suave e sutil….