Olhei para você fixamente por uns instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.
(Clarice Lispector)
Olhei para você fixamente por uns instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.
(Clarice Lispector)

“Eu, por exemplo, tatuaria em mim
Todas as telas do mundo
Por um sorriso teu… sincero
Por um sorriso teu… sincero”(Celebração do inútil desejo – Rogério Flausino/Fernanda Mello)
Antes que alguém pergunte “Que porra é essa de PARAMBÓLICA?”, me antecipo em explicar.
Melhor, Clarice explicará (ou não):
“Vou te dizer uma coisa: não sei pintar nem melhor nem pior do que faço. Eu pinto um ‘isto’. E escrevo com ‘isto’ – é tudo que posso. Inquieta. Os litros de sangue que circulam nas veias. Os músculos se contraindo e retraindo. A aura do corpo em plenúrio. Parambólica – o que quer que queira dizer essa palavra. Parambólica que sou. Não me posso resumir porque não se pode somar uma cadeira e duas maçãs. Eu sou uma cadeira e duas maçãs. E não me somo.”
Clarice Lispector
“Eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade”.
(Clarice Lispector)
PS: Até um dia.
Change your heart
Look around you
(…)
Everybody’s gotta learn sometime
(Beck/Erasure/The Korgis)