‘Poesia’

Do zero

Quando eu não tiver mais nada
Dê-me uma caixa com palavras
E com elas reconstruirei meu mundo

Esfinge

Se não ouso dizer o que sinto
Não é por medo
Mas pelo desejo
De que você me adivinhe

Vem
E me decifra
(É bem mais divertido assim)

Tic-tac

Tenho medo do tempo
Quando ele resolve passar assim devagar:

Doloridos segundos eternos
Que machucam mais que séculos de solidão…

tic.jpg

Diretriz

Ninguém me deu o mapa
Que me leva até você
Mas busco meu caminho
Sem atalhos
Sem bússolas
Só poeira e fé

E tento entender
Que planos são só planos
Não quero ilusões
Quero os meus pés no chão
E os meus olhos no horizonte
Quero o meu destino
E não olho pra trás

Ninguém me deu o mapa
Que me leva até você
Mas um dia eu chego lá

Vem andar comigo

Gosto, sim, de histórias bonitinhas. Gosto desses contos de fadas às avessas que o destino se encarrega de incluir em nossa vida. Contos de fadas sem sapos ou príncipes, sem sapatinhos de cristal ou cavaleiros impetuosos.

Pessoas reais podem ser tão interessantes quanto qualquer personagem da ficção. Podem nos proporcionar aventuras inacreditáveis, momentos mágicos e, quem sabe, até um final feliz. E ainda têm a vantagem de estarem ao alcance da nossa vontade. Ao alcance das nossas mãos.

Quero te dar a mão. Vem comigo?