O ponto fraco

Eu era só uma burraldinha pré-adolescente quando caí pela primeira vez no encanto de um músico. Eu era cismada com um pirralho que, por acaso, tinha lá a sua bandinha e arranhava um violão mais ou menos. Eu achava aquilo tudo o charme dos charmes, e sonhava que um dia ele ainda ia tocar pra mim (no bom sentido, porque eu era uma menina pura… rs…)

Só que o projeto de artista em plena puberdade sequer dava bola pra Juju aqui. Eu sofria, achava que nunca mais ia gostar de outra pessoa, escrevia poemas ridículos na agenda e ouvia baladas bregas (de preferência as mesmas que ele costumava tocar).

Já achava que meu destino era mesmo ficar pra titia (cara, adolescente dramatiza, né?), quando, de um dia pro outro, Raulzito, um carinha mais velho começa a me dar um mole descaradamente. Tá, o cara é legal. Tá ele não é feio. Tá, neguinho ia morrer de inveja se eu ficasse com um cara três séries acima. Tá, eu ainda sou BV e tenho que dar jeito nisso. Mas quem disse que isso era o suficiente pra me convencer???

Até que, um belo dia, numa festa onde um povinho conhecido ia tocar, dou de cara com Raulzito. Ah, tão chatinho ele, né? Tão normalzinho… Mas, peraí… Raulzito tá subindo no palco? Como assim? O que ele tá fazendo lá em cima (e me olhando daquele jeito?). Por que ele tá pegando a guitarra? Dois minutos depois, o mocinho começou a tocar – e a cantar. “Viva, viva, viva a sociedade alternativa…” Naquele segundo, passei a ter certeza de que seria nele que daria meu primeiro beijo.

Os anos passam, os karmas, não. Alguns músicos, digo, anos depois, já uma burralda adulta, e esse maRdito (maRdito?) problema (problema???) continuou. Se eu me interessar por alguém, seja num show de rock, no dentista ou no mercadinho perto de casa, existe a probabilidade de 90% de que ele seja músico ou algo no mesmo campo semântico. Sei lá porque essas coisas acontecem. Mas tenho um palpite a respeito… Acho que o nosso primeiro “amor” de infância/adolescência sempre determina as características (físicas e/ou psicológicas) que nos atraem no sexo oposto. Ou seja, a gente sempre se apaixona pela mesma pessoa em pessoas diferentes.

E até hoje é assim. Os músicos me perseguem. Não, eu não persigo os músicos. Não é de propósito. O coração é que manda. Não é interesse. Só acho os músicos mais interessantes. Geralmente são pessoas mais criativas, com a cabeça aberta, e que encaram a vida com mais sensibilidade – e mais loucura. Ah, porra, e é sexy pra cacete, né não? Por isso, sempre defendo a minha velha teoria: príncipe que é príncipe tem que tocar guitarra. 😉

Ah, sim… Antes que eu me esqueça: GROUPIE É A MÃE!

Jujumenta

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Publicado em www.MuleBurra.com.

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