Slow motion

Sabem aquelas cenas de filmes água-com-açúcar em que a mocinha (ou mocinho) vê a pessoa amada vindo em sua direção em câmera lenta? Ou quando, em um seriado de ação, o herói corre durante segundos intermináveis para escapar da explosão de uma bomba?

As cenas em slow motion podem ocorrer pelos mais diversos motivos: um reencontro após longo tempo, duas pessoas se vendo pela primeira vez (vulgo amor à primeira vista), ou pode ser simplesmente Pamela Anderson exibindo o silicone em Baywatch… Clichê fácil de ser observado, das superproduções norte-americanas às novelas mexicanas exibidas pelo SBT.

Mas comigo acontece uma coisa estranha: eu só sei que estou realmente apaixonada quando vejo o cara em slow motion. Pode tirar esse risinho do canto da boca, pois eu não estou brincando. E nem sou louca. Realmente isso acontece na vida real! Pelo menos na minha.

Até hoje, vivi a experiência três vezes. E me lembro de cada uma delas com detalhes, como se fosse realmente um filme, que estivesse na minha cabeça e eu pudesse rever a qualquer momento.

A primeira vez foi ainda no colégio. O “dito cujo”, que estava na minha sala, mas não era da minha turma, e, portanto, não poderia estar ali, pula a janela para que não o peguem e sai correndo… Que romântico. (?!?) E a idiota aqui, olhando para fora, vendo o seu pseudo-príncipe-encantado sumindo ao longe…

A segunda vez teve um pouquinho mais de clima. Eu tinha lido um livro onde o personagem descrevia como seria o seu encontro com o amor da sua vida. Segundo ele, durante uma festa, ela chegaria, linda-maravilhosa, começaria a tocar uma música do Men at Work e ele a tiraria para dançar. No meu caso, teve a festa, teve o carinha chegando lindo-maravilhoso, teve a mesma música do Men at Work no exato momento (inacreditável!) e, sim, teve slow motion. Mas eu não tirei e muito menos fui tirada para dançar. Saco. rs…

A terceira… Putz… A terceira foi em um shopping (não tinha lugar melhor?) e a mais patética de todas. Eu estava de olho no cara fazia tempo, mas não sabia exatamente do que se tratava, o que sentia. Fui para o tal shopping, pois sabia que ele estaria lá. E roda daqui, faz hora dali, olha vitrine acolá, senta ali… Até que, de repente, eis que surge o moço no final do corredor… E aí? Slow motion, baby! E até as tais “borboletas no estômago”. Ele se aproximava cada vez mais, ia chegando perto até que… Nada! NADA! Nada além de um esbarrão e um “oi”. Afinal, eu fingia que não sabia que ele estaria ali. E ele acreditou (acho). Ou fingiu que acreditou. Pois minha cara provavelmente revelava todo o meu embasbacamento… Tsc, tsc, tsc… Que fim o cara levou? Não levou! Mas ainda pode levar, vai saber… 😉

Moral da história? Preciso urgentemente assistir a mais uma dessas cenas em slow motion. Pena que não é tão simples assim. Não dá pra ir ao cinema, escolher a sessão e comprar um ingresso ou pegar um vídeo na locadora. Essas coisas não são programadas. E o inesperado faz parte do charme da cena…

Jujumenta

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Publicado em www.MuleBurra.com.

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