De-se-nhan-do

Muita gente – nem tanta assim, mas sempre tem um ou outro tapado, que logo vira motivo de piada – entra aqui no site ou também na nossa comunidade no Orkut e dana a xingar Deus e o mundo. Mulheres afirmando que não são burras, que nós somos machistas e blá, blá, bla. Homens dizendo que somos isso, ou aquilo. Tem até aqueles apressadinhos (ou analfabetos, vai saber) que, sem ler nadinha do conteúdo, acham que é um site feito por homens para falar mal das mulheres. :-oO que essa meia dúzia de desocupados não compreendem, é que não tratamos aqui de valores intelectuais de nenhum dos sexos. Quando damos a cara à tapa para afirmar que “mulé é um bicho burro mermo”, estamos dizendo, em outras palavras, que o amor é burro. Sim, senhoras e senhores, é isso mesmo que eu disse.

Esqueçam todos os preconceitos e todo o teor pejorativo que isso possa ter, e apenas reflitam:

O amor é burro porque é imprevisível, você não consegue saber quando, onde e como ele chegará. Pode ser “numa fila de cinema, numa esquina ou numa mesa de bar”.

O amor é burro porque, como já dizia a minha avó, é cego. Quando amamos realmente, não amamos (só) olhos verdes, peitos, bundas, e barrigas-tanquinho. Amamos também barriguinha de chopp e celulites.

O amor tem anosmia (Rá! Essas vocês não sabiam, sabiam?), porque o dito ou a dita cuja pode até ter bafo/chulé/cc, que você não vai sentir. Ok, sentir vai, mas aquilo não vai te incomodar tanto quanto aos outros.

O amor é burro porque faz você fazer coisas ridículas, como arrumar apelidos estranhos e escrever cartas de amor. E “todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas”.

O amor é burro porque é imperfeito. Du-vi-de-o-dó que você tenha realmente amado alguém que se encaixasse perfeitamente no seu tipo físico predileto, tivesse um temperamento impecável, gostasse de tudo o que você gosta e não deixasse a cueca jogada no chão do banheiro.

O amor é despreparo. É muito mais provável que você ame aquela pessoa que te deixa confusa, atônita, sem saber como agir, trocando os pés pelas mãos, do que aquela com a qual a convivência é fácil, e você consegue seguir todas as regras sociais, etiqueta, e tal.

O amor é burro porque é irracional, ultrapassa qualquer lógica. “Mas quem irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?”

Enfim, o amor é burro porque amar é não saber.

(Mas é a mais deliciosa das ignorâncias.)

Jujumenta

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By the way, aproveitem e dêem uma olhadinha no Greatest Hits de hoje, com um hino ao amor burro. 😉

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Publicado em www.MuleBurra.com.

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