A fila

A coisa mais hilária que existe na face da terra é fila. Se a Globo percebesse o potencial desses eventos, tiraria o “Porra” Total do ar e passaria a transmitir, semanalmente e ao vivo, uma fila qualquer. Diversão garantida na certa!

Fila de banco, fila de elevador, fila de supermercado… Seja qual for o motivo ou o local, uma fila sempre é pretexto para um bom papo ou mesmo um papo que seja furado. E o que na maioria das vezes acontece é alguma bizarrice peculiar, daquelas que rendem um post depois.

Pois então.

Estava eu na fila para um restaurante chiquérrimo (eu juro que não era a quilo!!!), já entediada (e morrendo de fome) pela espera quando duas Patys atrás de mim engatam um papinho animado:

– E aquele carinha? Voltou com ele?
– Cara, amiga… Sabe que eu caí na tentação e liguei pra ele? E nem era por nada, só queria ouvir a voz dele. Só que ele logo de cara já foi insistindo horrores pra eu sair naquele dia com ele.
– Que dia era isso?
– Terça-feira. Aí eu falei que nem dava, que estava cansada por causa da faculdade, que se fosse sexta eu até pensaria no caso.
– E ele?
– Disse que sexta não dava por causa da namorada.
– Hahahahahaha…
– O que foi?
– Quando você disse “Terça”, eu já sabia que ele ainda estava namorando.
– Pois é. Triste, amiga. Aí eu disse que não sairia mais com ele justamente por esse motivo, que não estava disposta a isso. Sabe o que o cara-de-cu me disse?
– Ahn?
– Que não entendia porque o fato dele ter namorada não fez diferença pra mim antes e fazia agora.
– Ele já ouviu falar em não enxergar futuro? rs…
– Eu tentei explicar isso a ele, de todas as maneira possíveis, desde de dizendo que ele não queria nada sério, até falando que no início eu pensava que não teria problema por não conhecer a dita cuja, mas que não me sentia mais confortável com a situação.
– E ele? Caiu a ficha?
– Nada. Insistia que nem uma porta surda, que só falava “vamos sair”, “só um chopp”, “só dessa vez” etc.
– Você resistiu, né? Nem se arrependeu depois, né? Aquilo lá é um cafinha de quinta!!!
– De quinta, não. De segunda a quinta!
– Hahahahahahahahaha…
– Mas cara, nem foi preciso me arrepender depois da última frase dele. Até aí eu tava querendo muito, e negando por não achar legal. Mas aí eu descobri que eu não ia querer nada com ele nunca mais, nem solteiro da Silva!!
– Credo! O que ele fez?
– Desligou o telefone dizendo que ele não precisava se preocupar, por que sabia que, mais cedo ou mais tarde, eu iria ceder, que não iria resistir a ele.
– Que nojoooooooo!!!
– Hahahahaha…
– Hahahahaha…
– Amiga, eu posso até aturar um cafa, mas não me peça pra aturar um burrão que se acha. E quer saber? Ele tem o pau pequeno!
– HAHAHAHAHAHAHA…
– Quem precisa de um cara desses? A fila anda!

E a nossa fila também andou: chegou minha vez. Sentei, pedi meu peixinho grelhado e fiquei pensando como as histórias de cafa são todas iguais. Só muda de burro, seja ele homem ou mulher. Aproveitei, então, pra apagar alguns números da agenda do meu celular. (Melhor prevenir do que remediar.)

Jujumenta

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Publicado em www.MuleBurra.com.

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