Noite feliz?

Todo fim de ano é a “lesma lerda”: apesar do clima de confraternização, de oba-oba, de sidra vagaba e comidas engordiet… A mulherada que não está bem acertada no amor acaba passando por perrengues… Afinal, Natal e réveillon são as únicas datas, além do dia dos namorados, em que qualquer miséria sentimental toma dimensões catastróficas. Ousaria até afirmar que um coração partido nas festas de final de ano pode doer mais que no 12 de junho.

No dia dos namorados, tirando as cutucadas de uma ou outra amiga sem noção, daquelas que gostam de se intrometer na vida dos outros, você consegue manter sua dor ali quietinha, medicada e com um belo curativo. Basta evitar aqueles programinhas românticos, assistir apenas a filmes de ação e escutar um metal pesado. Quieta no seu canto, é mais fácil suportar.

Já no Natal e no Ano Novo, quem consegue sobreviver aquele batalhão de tia velha e primas recalcadas perguntando “e o namorado?” e outras pérolas no mesmo campo semântico? Se pras solteiras já é difícil, imagina para a burralda com o coraçãozinho em recuperação? (Ô, dó!) Quem consegue ignorar todo aquele clima de festa, de todos-nós-nos-amamos? Pois é, amiguinha: toda ferida dói mais quando se mete o dedo.

Sério, por que família é um bicho tão complicado? E a implicância não é só com as solteiras, não! Se você pensa que, por estar em um relacionamento estável, feliz e contente com seu par vai sair ilesa das comemorações, pare de se iludir AGORA!

Se você está só ficando, conhecendo alguém legal, vão te encher o saco pra saber se é namoro ou amizade. Se ele não for ao evento, vão perguntar por que ele está fugindo do compromisso. Se ele for, vão fazer interrogatório, mostrar aquela sua foto pelada com 3 anos e compará-lo com seu ex – ele vai fugir pro Nepal no primeiro dia útil do ano.

Se você está namorando sério já há algum tempo, é BATATA que vão perguntar quando vão marcar a data do casamento. Se o respectivo for bonito, com certeza vai passar a ceia com um olho na farofa e outro vigiando aquela prima piriguete (porque, você sabe, a inveja é uma merda).

Se estiver casada… “Pra quando é meu netinho?”, “que barriguinha de chopp é essa?”, “mas esse sujeito é mesmo um imprestável”… E você vai passar a ceia com um olho na farofa e outro vigiando aquela prima piriguete para não dar em cima do respectivo, seja ele bonito ou não, porque a aliança no dedo vai torná-lo um deus grego.

Será que uma burralda, apaixonada ou desiludida, não pode ter uma Noite Feliz? Eu poderia ficar aqui fazendo aquele discurso auto-ajuda Pollyanna, do tipo “não se importe com a opinião dos outros, pois a felicidade está dentro de você”, mas vou apelar para algo mais prático.

Supondo que você pode ser uma das burraldas que eu descrevi, lembre-se de que,sob outro ponto de vista, você pode ser a prima piriguete ou tia chata de uma outra burralda, mesmo que não perceba. Portanto, pense duas vezes (três, se já tiver embarcado no espumante) antes de fazer aquela piadinha “inocente”, para “descontrair” a família. Não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você.

FELIZ NATAL para todas nós, com ou sem peru na ceia – you know? 😉

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Amores impossíveis

Há uns dias, li alguma coisa sobre um jornalista americano que andou causando polêmica ao escrever uma matéria explicando essa febre na literatura/cinema/TV de vampiros como alvo do desejo sexual e romântico das mulheres. Crepúsculo, True Blood, blá-blá-blá, retratam esse tipo de relação, fazendo com que mocinhas (!) mundo a fora idealizem esse amor, digamos, sanguinário. Pois bem, a teoria do tal jornalista é de que as mulheres se encantam pelo estereótipo do vampiro porque, na realidade, isso retrataria um desejo enrustido de mulheres, jovens e hétero, de fazer sexo com homens gays.

Minha opinião? Ou ele bateu com a cabeça na parede ou ele mesmo é gay e está irritadinho com mulheres dando em cima dele.

Veja, eu concordo que existe, sim, o fetiche feminino de pegar um gay. Só que as mulheres não precisam fantasiar com vampiros para disfarçar esse interesse! Sempre vão existir mulheres com desejo por homens gays, isso quando não se apaixonam mesmo (consciente ou inconscientemente). Tadinho, ele não deve ter TV a cabo e nunca assistiu Will & Grace, só pode.

E essa questão vai além. Estamos falando não só de vampiros e/ou gays, mas, generalizando, estamos falando de amores impossíveis. Oi? A questão não é a causa do impedimento da relação, mas o desejo da superação desse impedimento!

Duvido que você que está me lendo agora não tenha tido ao menos UM amor impossível na sua vida. Um amigo gay, o namorado da amiga, um professor mais velho, um ator gringo, o carinha lindo da sua banda preferida ou até um vampiro. Este último, espero que só na ficção, do contrário, eu tenho um contato lá no Pinel e posso te encaminhar, viu? (Mas se você conhece o Edward… pergunta se “aquilo” também brilha?)

Conheço uma mulher que desperdiçou ANOS de sua vida sentimental completamente apaixonada por um cara gay. E não estou falando de um lance platônico daqueles que a gente sabe que é platônico e curte mesmo assim. Tô falando de paixão das cegas – e burras. Até eu, por exemplo, tenho um amigo gay que é TUDÃO e, vez ou outra, soltava umas indiretas mais picantes que me davam idéias, viu? (Florzinha, se estiver me lendo, beijo-me-liga!)

Ou seja, ficar encantada pelo personagem de um vampiro é apenas mais um desejo por uma relação impossível, que, se fosse real seria algo perigoso, sexy, misterioso e ETERNO.

Na verdade, o ser humano (e não só a mulher) sempre tem essa tendência masoquista de querer aquilo que não pode e ignorar o que está à sua disposição. Se o cara não te dá bola, seja por qual motivo for, já é meio caminho andado pra despertar o interesse feminino.

Enfim, eu acho tudo isso válido, todo mundo já passou ou vai passar por esses momentos, principalmente quando se é jovem, e é um “aprendizado” sentimental valioso. Ou só um fetiche mesmo, o que também não tem nada de mal. O que não podemos é achar que a vida é um conto de fadas e viver esperando o príncipe no cavalo branco ou sonhando, mesmo sem admitir, com o excitante perigo de um amor-bandido.

Eu mesma sou romântica ao extremo, adoooro um dramalhão e sentimentos exagerados, mas, mais cedo ou mais tarde, a gente aprende a olhar para os lados, a valorizar atitudes reais e pessoas de carne e osso, com sentimentos verdadeiros. Aos trancos e barrancos, aprendemos que é possível andar com a cabeça nas nuvens, mas sem tirar os pés do chão.

Eu quero a sorte de um amor tranquilo. E, convenhamos, esses amores complicados podem proporcionar muitas coisas, menos paz. Não estou aqui fazendo apologia da monotonia. Um sentimento tranquilo também pode ter aquele sabor de fruta mordida. A questão é que não precisamos de ficção, desafios e perigos para ser feliz.

Quer saber? Idealizar demais um parceiro ou desejar o impossível é, simplesmente, se negar a amar, porque é esperar por algo que sabemos que não vem. Olhe para o lado. E seja feliz!

“Quem não sabe amar fica esperando alguém que caiba no seu sonho.” (Cazuza)

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Papos Burráldicos 2

Mais uma edição dos papos burráldicos, compartilhando com vocês as discussões filosofico-mulherzinha de mesa de bar e  suas pérolas de “sabedoria”…

Cansei de ser sexy

Gente, tô cansada dessas dicas de revista feminina do tipo “como ficar mais sexy” para o marido-namorado-ticotico. Oi? Nós somos orelhudas, mas sabemos que eles não curtem moletom furado.

Quando estamos em um relacionamento, acho básico esses cuidadinhos tipo “sou uma lady”, até porque quando estamos mesmo interessadas em alguém isso nem é um sacrifício, fazemos com tanta disposição que é um prazer.

Mas, vamos combinar que tem coisas totalmente anti-sexy que podem ser deliciosas quando estamos solteiras. Tá ímpar, baby? Pára da reclamar da vida, larga o Santo Antônio em paz e se aproveita esse momento! Eu e algumas amigas listamos alguns pequenos prazeres que só a solteira pode desfrutar!

• Dormir com moletom velho.

• Usar talco depois do banho.

• Devorar sozinha uma pizza de alho.

• Usar calcinha de algodão.

• Fazer depilação, saudavelmente, apenas por uma questão de higiene, e não, compulsivamente, sempre que perceber o primeiro pelinho de um milímetro surgir.

• Passar aquele creminho fedido – mas poderoso – em paz.

• Poder soltar aquele peidinho no meio da noite sem medo de ser feliz.

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Coca-Choca

A moça namorou um cara que era tudo de bom. Boa pinta, boa gente, bom em tu-do (sabe?). Eram mil maravilhas, mas como o “pra sempre” sempre acaba, por questões, digamos, orelhudas (ou seriam chifrudas?), ela teve que dispensar o bofinho. Descobertos os malefícios do produto, ela jurou que não iria mais provar da coisa.

Acontece que ela ele estava sempre lá à disposição, na “geladeira”. Já não era mais aquela Coca-Cola toda, nova e geladinha, que mereceria até uma rodelinha de limão. Pelo contrário, só restavam dois dedinhos no fundo da garrafa, aquela que está lá há duas semanas na porta da geladeira e ninguém teve a coragem de beber ou a boa vontade de jogar fora: Coca sem gás e choca.

Mas sabe como é. Um belo dia, não vai havia outra Coca na casa inteira. A vontade bateu e ela já estava mal acostumada, pra não dizer viciada, no produto. Mesmo sabendo que não vai ser tão bom, mesmo sabendo que o máximo de efeito seria uma azia… Ela foi lá e ligou para o Coca-Choca.

(Detalhe: eu vi a cena e posso testemunhar que o moço está registrado na agenda do celular como Coca-Choca. Isso prova que ela já andou provando antes, né não?)

Tsc. MB é isso aí!

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Papos burráldicos

Quando você tem um site que fala sobre relacionamentos, automaticamente vira referência na rodinha de amigas para assuntos amorosos. Batizada de “especialista”, todas elas cismaram que eu sei tudo sobre tudo do assunto. Mas – alô-ow? – o nome do site é Mulé Burra! Se isso não é o suficiente para deixar claro que eu não darei bons conselhos…

Seja como for, os papos sempre são super burráldicos e resolvi compartilhar alguns com vocês. Puxe a cadeira, peça um chopp e entre na roda!

Homens na cozinha

Alguém pode me explicar porque um homem que sabe cozinhar é tão sexy? Não, um jantar caseiro delicioso não vai fazer um homem feio ficar bonito, mas com certeza o deixará bem mais charmoso. Saber preparar uma comidinha gostosa para a sua amada, também no sentido gastronômico, é o que há! Pode não ser um pré-requisito fundamental para o homem-príncipe, mas vamos combinar que é um bom diferencial, não é?

Conversando com uma amiga, que me confidenciou ter decidido engatar um namoro depois de descobrir os dotes culinários do moço, discutíamos por qual motivo isso encantava tanto as mulheres. Até porque, a recíproca não é verdadeira: até dizem que tem homem que se pega pelo estômago, mas duvido que algum “macho” vai ficar encantado só pelo fato da mulher saber cozinhar.

Então, qual o mistério? Ao meu ver, engana-se quem acha que a mulher passa a achar esse homem mais interessante por querer se livrar do lerê na cozinha. Eu acho mesmo é a mulher gosta de se sentir cuidada, mimada. Ele está cozinhando PRA MIM. Sacou? E, como se não bastasse, é um “dote” meio raro nos homens, o que faz com que o “mimo” seja ainda mais valorizado.

Atenção, rapazes! Aula de culinária já!!

Detalhes tããããão pequenos de nós dois

Um cara começa a namorar. Faz questão de contar a todos e sempre se refere à “felizarda” como “minha namorada”. Minha namorada me deu este CD. Cheguei atrasado porque ontem saí como minha namorada. Minha namorada faz o melhor brigadeirão da face da Terra. Minha namorada. Namorada. MINHA.

Passa um tempo, e o discurso parece continuar o mesmo para os reles mortais. “Fulana me deu este CD. Cheguei atrasado porque ontem saí como Fulana. Fulana faz o melhor brigadeirão da face da Terra.” Mas uma burralda interessada no rapaz, daquelas com orelhas capaz de detectar tudo, com melhor recepção que as anteninhas do Chapolin Colorado, decreta: o namoro está com os dias contados. Ou, ao menos, ele já perdeu aquele encanto pela lambisgóia e, finalmente ,terei uma chance!

E aí? É psicologia feminina com fundamento ou é procurar chifre em cabeça de cavalo*? Eu, particularmente, ando meio cansada desse negócio de tentar decifrar os homens, porque sempre acaba que não era nada do que a gente passou horas imaginando, sofrendo, remoendo, perdendo horas de sono. Tanto que nem indireta masculina eu tô levando a sério. Só acredito em (e levo em consideração) palavras diretas. De preferência associada a ações (no inocente e bom sentido, tá gente?), já que até palavras o vento leva!

(*Fiz questão de substituir o “procurar cabelo em ovo”, minha expressão predileta com esse sentido, só pra não correr o risco da Antânia me zoar.)

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Homi Burro

Os homens, em geral, têm uma certa dificuldade em aceitar bem o MB, porque acham que nós estamos aqui única exclusivamente para falar mal do sexo masculino, como vários sites e blogs por aí. O que eles não compreendem é que, ao contrário, o Mulé Burra é uma forma diferente de encarar a realidade no universo do relacionamento homem-mulher. Tem muito cafa por aí? Tem, sim. (E COMO TEM!) Mas nós é que, do alto da nossa inteligência, continuamos agindo como burras e acreditando neles!

Puxando pra gente a responsabilidade de uma maneira bem humorada, queremos apenas rir dessas situações burráldicas indesejáveis e inevitáveis. Afinal, rir é sempre o melhor remédio para todos os males, não seria diferente com a burraldice sentimental. É lógico que vez ou outras vamos xingar os homens (somos humanas, apesar das orelhas de burrico), mas esse nunca foi o nosso foco. Ou seja, quando falamos que nenhum homem presta, estamos apenas generalizando para desabafar. É quase uma catarse emocional. Mas, no fundo, a raiva maior não é pelo fato dos cafas existirem, e, sim, pelo fato de a gente acreditar neles. Quando um não quer, dois não “brigam”, certo?

Enfim, o que quero dizer é que o Mulé Burra não é um site contra os homens. (Muito menos contra as mulheres!) O MB é um site que fala da irracionalidade da paixão, e isso se aplica a todos os gêneros e orientações sexuais. Claro que abordamos o assunto sob a ótica feminina, pois somos quatro mulheres. A Mulé Burra (aka Burralda) é aquela pessoa capaz de se entregar cegamente aos efeitos do amor. Mas o homem, quando apaixonado, também fica burro, senhoras e senhores!

Daí vem a questão: assim como a Mulé Burra, existe o Homi Burro?

Sim, claro! E digo mais: ficam ainda mais burros que as mulheres. (Calma que eu explico.)

A burraldice masculina se manifesta de maneira diferente da burraldice feminina. A mulher tem uma tendência maior, quase que hormonal (deve ter algum estudo que comprova isso, mas estou com preguiça, então pergunta pro Google aí), a se apegar emocionalmente. Isso faz com que a burrice se manifeste mais rápida e frequentemente. E se a burrice (leia-se paixão) não rende um bom relacionamento, rapidamente a gente se recupera e tenta de novo e de novo e de novo. E a cada nova paixão é como se fosse tudo novo de novo. Todas as mágoas do passado são deletadas e substituídas pela esperança do final feliz.

Já o homem é mais retraído nesse sentido. O homem quer, fisicamente, zilhões de parceiras. Mas a burrice masculina é mais rara. Homens custam a amar. Muitos até se recusam a assumir, mas quando realmente se apaixonam, a casa cai.

Pense na maior burrice que você já fez por amor. Se você fosse homem, faria pior. Homem apaixonado é dramático, é exagerado. Já vi homem que só se apaixonou uma vez na vida, e não dando certo, foi a sua desgraça. Os mais saidinhos viram cafas incorrigíveis. Os mais retraídos, por vezes caem em depressão profunda (é sério, já vi acontecer).

Enquanto as mulheres emburrecem muito mais vezes ao longo da vida, os meninos não se entregam assim tão fácil. Mas quando crescem as orelhas, minhas amigas, saiam de baixo!

É tudo uma questão de quantidade X intensidade. E esse desequilíbrio de necessidades, creio eu, é fonte de vários dos nossos conflitos entre os sexos. Se nós pensarmos um pouquinho sobre isso e nos esforçássemos para, se não aceitar, ao menos compreender essas diferenças, nossa vida seria menos dramática. E se eles entendessem que nossas necessidades são diferentes, talvez a gente se encontrasse em um meio-termo – e existissem menos cafas por aí.

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O amor, a burrice, o bem e o mal

O amor é burro. Fato. Em minha opinião, quem ainda não concorda com isso é porque simplesmente nunca se apaixonou de verdade. E, pela milésima vez, vou desenhar: ninguém aqui ta falando de QI, meu bem. Então vê se mira esse tomate podre pro outro lado e me escuta.

Quando falo em burrice, falo no sentido de que amor verdadeiro nunca é racional, o que leva a gente a cometer atrocidades inimagináveis. Amores impossíveis. Amores platônicos. Amores errados. Os opostos se atraem. Bla, blá, blá.

Mas também temos que entender que nesse emaranhado sem fim de burrices, existem aquelas que nos fazem bem e aquelas que nos fazem mal. Aí está o ovo de Colombo: a mulher inteligente (aí, sim, estou falando de QI) tem que saber ser burralda assumida, sem, no entanto, cair nas burrices extremas que fazem realmente muito mal ao nosso coraçãozinho burráldico.

Burrices do mal

Se apaixonar por homem comprometido. Atenção, eu disse se apaixonar e não “pegar”. Se você só pega, a burralda é a outra. Mas se você realmente se apaixona e acha que ele vai largar a oficial pra ficar contigo, baby, a burra é tu merma. Até porque, mesmo que em uma rara possibilidade isso ocorra, você sempre terá atrás das looooongas orelhas a seguinte pulga: “se ele fez isso com a outra, pode fazer comigo”. Eu não sei vocês, mas eu prefiro evitar cabelos brancos e manter as unhas não roídas.

Perdoar mentira. Se todo mundo estava pensando que eu ia listar “perdoar traição”, sorry. Perdoar traição é péssimo e é burrice das grandes, sim, mas cada caso é um caso. Como o amor é burro pros dois lados, seu parceiro pode simplesmente ter feito uma cagada federal e ter alguma explicação/motivação razoável. Pode até ter se apaixonado por outra. Agora, mentir, principalmente sobre traição… Isso pra mim é imperdoável. Isso é que faz o canalha ser canalha. E relevar a mentira da traição é o que faz a burralda.

Suportar violência. Gente, pelamordedeus, toda burrice tem limite. E, infelizmente, essa é uma realidade assustadora. Em minhas pesquisas para o BNN, sempre me embrulham o estômago notícias sobre violência doméstica. Faça o teste: entre no Google Notícias e coloque na busca “ex-namorado”: a maioria das notícias é de agressões e mortes. Um cara que chega e esse cúmulo, com certeza já demonstra um comportamento violento durante o relacionamento e muitas mulheres ainda aceitam esse tipo de atitude do parceiro, com justificativas burraldamente esdrúxulas, do tipo “ele tem um temperamento difícil, mas me ama” ou “prefiro isso a ficar sozinha”. Cara, na boa, vai comprar um vibrador, evite o IML e seja feliz.

Pois é. Se o amor fosse “inteligente”, só nos apaixonaríamos por alguém bonito, solteiro, fiel, gentil, da mesma classe social, mesma raça, sem vícios, trabalhador (de preferência bem remunerado), com idade regulando com a nossa, com os mesmos gostos, no mínimo 15 cm mais alto (pra compensar o salto), e, acima de tudo, que amassem a gente de volta. Enfim, nossas mães teriam os genros que pediram a Deus. (E nossa vida seria super boring.)

Burrices do bem

Devemos é agradecer pela burrice sentimental, que nos permite viver as emoções verdadeiras do amor com toda intensidade, sem medo e sem ressalvas. É a burrice que torna o frenesi do amor incondicional, e é isso que ele tem de mais belo.

Tatibitati. Quer coisa mais re-tar-da-da do que chamar um homem de 1,90m e 110 kg de “bebê”? Tchutchuquinho? Ursinho? E aquela voz ao telefone que parece que tá falando com uma criança de dois anos? “Aiiiimmmmmm… Mamãe ama o cuti-cuti dela…” Fala sério, quando presenciamos uma cena dessas não dá vontade de apontar e rir? Mas a gente não acha tudo lindo e suuuuper natural quando é com a gente?

Pobre fica rico. Quem nunca gastou o que não tinha, se endividando toda, para presentear o amado? Torrou todo salário do mês numa super produção para o primeiro encontro? Ou entrou no cheque especial para poder viajar e ver aquele amor de outro estado ou país? Pediu empréstimo em financeira com juros absuuuuurdos pra casar? (Hein, hein? Essa é clássica!)

O amor é cego. O que seria dos feios e dos gordinhos, daqueles que se vestem mal, dos carecas (que elas gostam mais!), das pessoas especiais, dos que têm bafo, caspa e chulé se o ser humano não tivesse a maravilhosa capacidade de ignorar o físico e amar o que a pessoa é e não a sua aparência? Aos olhos do apaixonado, qualquer imperfeição desaparece.

Enfim, a gente abre mão de coisas racionalmente importantes, a pessoa mais extrovertida gagueja e fica sem ação diante de seu objeto de desejo, o tímido cria coragem até para as coisas mais absurdas, inventamos desculpa esfarrapada pra telefonar…

E vocês? Que burrices deliciosas já cometeram?

Vamos lá para o fórum?

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Dia dos namorados: solteiras e burrices

12 de junho, dia dos namorados. Sei lá quem inventou mais esse marco do capitalismo selvagem, mas acho que devia ser dono de floricultura ou loja de chocolate. E, o desgraçado, aqui no Brasil, ao invés de seguir a clássica data de 14 de fevereiro (dia de São Valentim), ainda fez o favor de escolher a véspera do dia de Santo Antônio, só pra gente se sentir ainda mais loser se não estiver acompanhada na data.

Por isso, muitas burraldas que ainda não encontraram a tampa da panela, acabam influenciadas a catar uma companhia desesperadamente para a ocasião. A outra metade das solteiras, acaba optando pela fuga descontrolada, tentando ignorar a data solenemente. Seja qual for seu partido, cuidado com as dicas-clichê-tipo-revista-Nova para sobreviver sozinha ao dia dos namorados que circulam por aí. Juju tá aqui pra te alertar para as possíveis ciladas.

Blind date
Quando se está sozinha, sempre tem aquela amiga que está namorando ou aquela prima casada que quer bancar o cupido e te tirar desse lodo da solterice, como se estivesse resgatando uma alma perdida. Daí, ajeita para o dia uma saída em casais, cujo seu par fatalmente será caolho, ou chato, ou terá bafo. Ok, ok. blind date é desesperador, mas toda regra tem exceção. Podem ter te arranjado com um deus grego, inteligente e charmoso. Mas, amiga, marca pro dia 13. Blind date no dia dos namorados é muito deprimente.

Festa de solteiros
Todo ano, milhares de estabelecimentos resolvem que, se você vai cair na night no dia dos namorados, é porque está sozinha e facinha, facinha. Por isso chovem eventos tipo pega-pega desesperado. Saca aquela coisa neandertal? Só falta puxar pelo cabelo e arrastar pra caverna mais próxima. Neguinho se descontrola achando que o mundo vai acabar se não trocar uma saliva no dia 12 de junho. E nem adianta tentar dar uma de vim-só-pra-dançar, porque ir a um evento desses é assinar um atestado de disponibilidade. Chances de conhecer alguém que valha a pena: 2%.

Programinha light só com as amigas solteiras
Cara, na boa… Muito fim de carreira programar aquela baladinha light com as amigas solteiras, tipo barzinho, pizzaria etc. É triste esses programinhas de solteiro do tipo não-tô-ligando-pro-dia-dos-namorados, tipo vamos juntar uma galera solteira pra se divertir moooooito!!! Rá! Ci-la-da! Vai ficar aquele bando de mulher na mesa de bar, falando mal de homem e enchendo a cara. Uó.

Viagem
Quer fugir da realidade local e aproveitar o feriadão dos namorados longe da sua cidade? Cuidado!
Se for pra serra, é fria, literalmente! Te garanto que só vai ver casais apaixonados, aquele climinha romântico de chalé-vinho-lareira-fondue. E você querendo voltar pra casa ou cortar os pulsos, o que for mais rápido para acabar com a tortura. Se organizar aquela viagem pra praia com a galera solteira, não adianta. Sempre vão aparecer de última hora alguns casais da turma, que vão ficar naquela melação característica e vão estragar sua idéia de se ver longe de romance.

Filminho e pizza em casa
Você está se sentindo o c* do mundo. Ninguém te ama e ninguém te quer. Desolada e conformada, leva pra casa um pote de sorvete (já planejando descontar a raiva nas calorias) e encomenda uma pizza calabresa (alguma lingüiça tem que ter nessa noite). Pega, inconscientemente, um filmezinho romântico na locadora porque, lá no fundo, quer mais é desidratar de tanto chorar, no melhor estilo Bridget Jones. PELAMORDEDEUS!!! Autopiedade, não! Agenda logo uma sessão de análise ou então se mata de vez, mas não fique nessa agonia!

Vou me dar um presente
Toda mulher que se diz bem resolvida adora essa. Ora, se não estou namorando, vou comprar um presente pra mim mesma, porque eu me amo, eu me adoro, não posso mais viver sem mim. Na boa, acho puro recalque. Ou você se dá todo ano um presente no dia das crianças porque não tem filho? Se você realmente não estivesse ligando pro fato, nem se daria ao trabalho.

Ligar para aquele peguete-fofo-segunda-opção
Olha, esta opção até pode ser válida, se vocês tiverem uma relação muito aberta e você for muito clara que sua intenção é apenas ter um corpinho te esquentar nessa noite fria de junho. Do contrário, o bichinho pode ser carente (segundas opções geralmente são), se envolver, e achar que um convite para o dia dos namorados significa que pode mudar o perfil do Orkut para “namorando”.

Ligar para aquele peguete-canalha
Esta opção até pode ser válida, se vocês tiverem uma relação muito aberta e você mentalizar muuuuuuito que sua intenção é apenas ter um corpinho te esquentar nessa noite fria de junho. Do contrário, a carente pode ser você, acabar se envolvendo, e achando que aquele sapo pode virar príncipe, perigando até a querer mudar o perfil do Orkut para “namorando”.

Ligar pro ex
Amiga querida, de todas as alternativas, esta é suicídio. Sossega essa periquita e, se nada conseguir te fazer evitar essa tentação, cometa qualquer uma das outras atrocidades acima. Te garanto que as consequências negativas serão infinitamente menores.

Há quem diga que não adianta fugir, que o fantasma do dia dos namorados sempre aterrorizará as solteiras. Eu discordo. Acredito que a única solução saudável é quando você está tão bem consigo mesma, que consegue passar por ele como outro qualquer. Sem forçar nada, sem apelar, sem tortura ou drama. Claro que sempre é bom amar, mas a gente não tem que estar acompanhada para estar bem, e isso é que conta. Colocar sua felicidade nas mãos de outra pessoa é a maior das burrices.

Enfim, se você está namorando, curta bastante o dia, prepare alguma surpresa para o respectivo e ame muito. Não é porque é uma data comercial que vamos perder uma oportunidade para demonstrar nosso amor, acho super válido.

Já para as solteiras, o MB deseja a todas que no próximo dia 12 de junho tenham um feliz dia do Correio Aéreo Nacional! 😉

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Eu odeio o Mr. Big

Eu já tô cansada de ouvir a mulherada idolatrando a figura do Mr. Big, da série Sex and the city, como o homem perfeito-sonho-de-consumo. “Aimmm, eu queria ser a Carrie…” PQP, me poupe!! Sem contar aquelas que se derretem admitindo, felizes-da-vida, que têm um Big na sua vida, como aquele a quem vai amar forever and ever. (Bleargh!)

Pois bem, eu cansei dessa palhaçada e, como andou reprisando a primeira temporada, hoje estou aqui cheia de evidências pra provar por A + B que o Mr. Big é na verdade um lobo (no mau sentido) em pele de cordeiro e que ter um tipinho desses com você é o mesmo que não ter nada.

[Atenção: Spoiler!]

Quando começa mal…
Carrie, “par romântico” do Big no seriado, o conhece por acaso, eles se esbarram várias vezes até que começam a conversar “como velhos amigos”. Ela conta que escreve uma coluna de jornal sobre relacionamentos. Em um esbarrão seguinte, ele fala que leu a coluna e que a achou “cute”, com um ar insuportável de cinismo e sorriso de monalisa, do tipo: não tô sendo mal educado, mas tô quase fazendo uma piada com o que você faz pra ganhar a vida.
[Dica implícita nº 1: Nunca se envolva com um homem incapaz de admirar ou ao menos respeitar o seu trabalho.]

Primeira “coisa”
Na primeira vez que ele a chamou pra sair, foi para que se encontrassem (cada um por si) na inauguração de um restaurante (festa com vários conhecidos) e ele ainda não teve culhões de convidá-la oficialmente. Tanto que, quando Charlotte pergunta pra Carrie se é um encontro, ela responde: Não, ele falou de uma “coisa”. “Vamos beber alguma coisa”. Ele não usou a palavra “encontro”. Veja bem, não é que isso por si só seja uma maldade, mas também não a valorizou o suficiente para oficializar um “date”. E, como se não bastasse, ainda chega suuuuuper atrasado, diz que estava procurando por ela há um tempão na festa mas não a localizava (sei), e por isso perdeu todo o (pouco) tempo disponível que tinha e vai embora. (Bem fez a Carrie que ainda não tinha emburrecido pelo Big totalmente nesse ponto da história e sai de lá com um garotão… )
[Dica implícita nº 2: Não valorize quem não te valoriza. E acredite em desculpas estapafúrdias apenas uma vez. É o máximo de possibilidade que elas têm de ser verdade.]

O amigo ou eu
Numa segunda tentativa de encontro, agora algo teoricamente mais “arrumadinho”, onde seriam só os dois em um restaurante, Mr. Big aparece com um amigo a tira colo. Diz que ele estava na fossa, tinha ligado pra ele, chorando, por isso não teve como evitar de levá-lo.
Cara, sinceramente… Isso é o supra-sumo da falta de noção!! Em primeiro lugar, ele já colocou o amigo como algo muito mais importante que o encontro. Até aí tudo bem, acontece, né? Pode ser o melhor amigo de infância com tendências suicidas e o encontro com uma mulher que ele nem sabe se gosta. BUT, pelamordedeus, liga e desmarca!! A gente até acredita na desculpa que parece estapafúrdia (se for a primeira vez). Agora, levar o amigo para o encontro? Fica parecendo que contratou um personal-empata-foda-tabajara, o que faz automaticamente qualquer mulher se sentir o cu da Susan Boyle – e ela deve ter um puta cu cabeludo.
[Dica implícita nº 3: Questione seu relacionamento quando os amigos dele sempre são mais importantes que você.]

Marmitex
Na primeira vez que eles transam, no apartamento do Big, ele não é nem um pouco carinhoso naquele momento pós-coito e, alegando fome, a convida para sair pra comer. (O que, cá entre nós, pode ser um forte indício de desculpa pra que ela não passe a noite por lá.) Além disso, a leva para um restaurante super chinfrim e escondido de tudo e de todos, não correndo o risco de serem vistos juntos por conhecidos.
[Dica implícita nº 4: Nunca confie em um homem que evita ser visto em público com você. Seja por vergonha especificamente de você ou simplesmente medo de ser visto com outra mulher, se for comprometido, nos dois casos se trata de um estúpido/covarde.]

Invisível é a mãe
Depois de sumir por váááários dias após a primeira transa (o que já não é legal), ele a procura e eles saem. Caminhando na rua, encontram com um casal de conhecidos do Mr. Big, e ele não a apresenta. Carrie fica com uma mega cara de “sou invisível?” e, mesmo assim, ele não faz nem fala nada. Super suspeito, já que, tendo em vista a novidade da coisa, nem de namorada precisava chamar.
[Dica implícita nº 5: A não ser que você namore um troglodita-neandertal-sem-educação, no mínimo desconfie se ele não te apresenta, de preferência como namorada, aos conhecidos.]

Pois é, amigos da Rede Globo… Essa fofura toda é o nosso Mr. Big. Mesmo assim, a burralda da Carrie leva adiante esse negócio. Ele sempre com suas explicações extraordinárias pras merdas que faz e suas indas e vindas infinitas, no melhor estilo Homem-Jason. Ao longo da trajetória, eles têm, sim, momentos super bonitinhos… Ele é aquele tipão, todo charmoso e inteligente… Mas não é muita dor de cabeça pra pouca felicidade? Em alguns momentos, Big ainda tem a petulância de culpar a Carrie por não querer nada sério com ele, mas quem vai se sentir segura pra ter algo sério com um homem desses??

Gran finale
No final da série, Mr. Big, fofurinha-boy, vai atrás da Carrie em Paris, dizendo que ela é a mulher da vida dele. Todo mundo achou lindo o happy end, mas nada tira da minha cabeça que ele só tomou essa atitude porque ela tava lá toda-toda bem arrumada com um artista plástico fodão. (Tudo bem que não tava tão bem assim, mas ele não sabia disso, né?)
[Dica implícita nº 6: Concorrência só é estímulo para babacas.]

Em Sex and the city – o filme, que conta a sequencia da história da série, Big e Carrie finalmente se casam. Antes que as burraldas comecem a suspirar, aviso logo que antes disso acontecer, ele tem a caraça de a abandonar na igreja na primeira tentativa de casamento, só porque estava com “medinho”.

Tá bom pra vocês? Pensam que acabou? Que tal essa, então: li por aí que no filme Sex and the city 2, Mr. Big vai trair a Carrie. Previsível? Não, imagina! É como dizia o nosso grande filósofo Compadre Washington: “Pau que nasce torto, nunca se endireita”.

(Mooooorra, Big!)

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Papo de backstage

Ter um blog é legal. Agora, ter um site como o MB é legal e complicado. Já perdia conta das vezes em que passei por situações engraçadas, boas e ruins por ser uma Burralda. Algumas são tão absurdas, que resolvi contar para vocês.

A NOIVA

Eu, recém-chegada em uma grande empresa, super animada com o novo emprego. Projeto legal, pessoas bacanas, Juju feliz que nem pinto no lixo.

Na época, eu compartilhava a baia (e a linha telefônica) com um rapaz de outra consultoria. Todos os dias, religiosamente, sua noiva ligava e, 90% das vezes, eu atendia. Oi, Juju, aqui é a Noiva, tudo bem? Tudo bem… Noivo tá aí? Tá sim, vou passar pra ele, só um momento… Brigada, tchau. Sempre muito simpática e basicamente o mesmo texto.

Um dia, rolou um churrasco da empresa e Noivo levou a Noiva. Nos conhecemos, mas apenas de vista e meia dúzia de palavras. Alguns dias depois, ela liga novamente, como de costume, mas o texto já começou diferente: Oi, Juju, é a Noiva. Tudo bem?Tudo bem, vou passar pro Noivo… Não, não… Eu quero falar com você… Posso te fazer uma pergunta?

Pausa para três segundos de desespero. Como assim fazer uma pergunta? Ih, lá vem bomba, só pode. Do jeito que eu dou sorte, no mínimo deve achar que eu tô interessada no Noivo!

– Errr… Pode, claro…
– Você é uma das Burraldas?

(A vontade de rir – sem poder – foi tanta que eu quase engasguei.)

Depois deste dia, todo mundo do trabalho ficou sabendo da existência do site. Ou melhor, quase todo mundo. Todo mundo meeeeesmo, foi depois do Jô. Que por falar nisso, também rendeu outras histórias, inclusive burráldicas.

O EFEITO JÔ

Pois bem. Eu estava naquele momento me achando o supra-sumo do último biscoito do pacote importado: tava trabalhando com o que gostava (e ganhando bem), minha calça jeans um número menor tinha entrado, o site começou a bombar tanto que fomos convidadas para ir ao Jô AND o cara mais lindo-gostoso da face da terra estava me dando um mole FEDERAL.

Pois é. Logo eu, que adoro os esquisitos. Era algo totalmente novo pra mim, porque esse lindo me interessava! Era uma delícia aquela fase de paquera, de gracinhas, dicas sutis, olhares indecentes (ui!) e tremor nas pernas (porque eu sou uma Burralda tímida, né?).

O bichinho já tava quase-quase no ponto quando foi ao ar nossa entrevista. No dia seguinte, ele não olhou mais pra minha cara. Não falava no msn, não ligou. Estranho, muito estranho. As conversinhas animadas passaram a cordiais cumprimentos. Parecia que ele tava falando com a avó de um amigo. Passei bom tempo chupando o dedo e sofrendo da síndrome da burralda abandonada sem explicação. E aquilo tudo que esse lance prometia, nunca aconteceu.

Só mais tarde fui saber, por um conhecido em comum, que o lindo não sabia da existência do site até então e ficou assustado com aquilo tudo. Não assustado porque todo mundo tinha me visto na TV. O que o assustou foi o conteúdo do site. Diz que ele se sentiu um alvo em potencial (já que também descobri que ele era meio cafinha assumido) e deu pra trás. Como se, quando ele aprontasse algo, eu fosse correr pro site e contar tudo nos mínimos detalhes, incluindo nome completo, endereço, identidade, CPF e foto.

A decepção foi grande, mas foi melhor assim. Porque nesses cinco anos de MB, aprendi que se um homem tem implicância com o site, é porque tem culpa no cartório. Se não entende a nossa piada, é porque é burro (literalmente). E eu não quero nenhum desses dois tipos comigo.

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A entrevista também surtiu outro efeito (contrário a esse), mas por hoje chega.

Qualquer dia conto mais, porque se deixar isso não tem fim!

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